terça-feira, 18 de outubro de 2011

Carta nº 2

caro desconhecido (ou cara desconhecida),

hoje, e a dor é intensa, quase desesperada, como se não pudesse existir um dia mais.
uma parte de um poema de uma poetisa alemã chamada Eva Christina Zeller:

nem os meus gritos,
nem a minha surdez,
te comovem a ponto de eu ver.

pergunto: e nesta cidade de ruídos, de ruídos fortes porque não posso eu gritar? porque não pode meu grito percorrer o ruído?

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